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A Diferença entre Gestão e Rotina Financeira

Diferença entre gerir o negócio e fazer a gestão.

Diferença entre gerir o negócio e fazer a gestão.A gestão do departamento financeiro quando executada com rigor faz milagre no pequeno negócio, considerando que o departamento financeiro é o coração da empresa, todos os departamentos estão diretamente ligados a ele.

Sendo assim, o departamento financeiro é o mais sensível da organização, uma vez que, é ele quem distribui os recursos necessários para a manutenção da operação. Logo, ao mínimo sinal de desequilíbrio econômico, seja ele provocado por fatores internos ou externos, o financeiro é o primeiro departamento a sentir o impacto.

Basta pedir a um grupo de empresários para citar os maiores problemas enfrentados em seus negócios que a grande maioria certamente vai dizer que são problemas no financeiro.

Porém, por experiência própria posso afirmar que o departamento financeiro não dá problemas. Ele apenas sinaliza que a operação em um ou mais departamentos é ineficiente, e como consequência está consumindo mais recursos do que deveria.

Isso ocorre porque na maioria dos pequenos negócios a gestão é confundida com a rotina financeira, e a rotina financeira nestes negócios é executada superficialmente, sem padrão e sem auxílio de ferramentas de gestão. Até existem alguns controles, mas em planilhas de Excel e sem cruzamento de dados, o que dificulta a análise e melhor compreensão do negócio.

A dificuldade na integração destes dados impede que a gestão propriamente dita aconteça, imponto ao negócio uma operação reativa, no jargão popular, “a empresa trabalha para pagar contas”.

Isso acontece porque os gestores de pequenos negócios sofrem do que chamo de “Miopia Empresarial”, isto é, o gestores estão na maioria do tempo apagando incêndios do dia a dia, e todo esforço despendido tem foco na operação com um único objetivo, tratar problemas.

Mas o grande “problema” é que só os sintomas são tratados, as soluções criadas nestas circunstâncias são paliativas, uma vês que, a causa quase nunca é tratada e o problema sempre volta e com estrago ainda maior.

A causa para esta “Miopia Empresarial” é cultural, lembrando que os empresários de pequeno e médio negócio no Brasil em sua grande maioria tem formação técnica, lembrando que a capacidade técnica destes negócios é incontestável. Porém, nos falta uma formação gerencial, ou seja, na prática no Brasil temos muitos empreendedores, o que é muito bom. No entanto, a ausência do perfil empresarial nestes indivíduos torna nossas empresas pouco competitivas e vulneráveis as intempéries do mercado.

O ideal é que tenhamos o perfil empreendedor em consonância com o perfil empresarial, enquanto o perfil empreendedor tem a capacidade de identificar oportunidades, o perfil empresarial tem a capacidade de explorá-las e fazer com que tenham lucro.

O empresário na sua essência pauta seu dia a dia na gestão, a gestão por sua vez pauta a rotina que precisa ser executada para que a organização opere com eficiência.

Para melhor compreensão desta dinâmica é preciso entender que toda empresa precisa ser estruturada segundo os 3 níveis da gestão, Operação, Tático, Estratégico.

Onde o nível Estratégico define os objetivos que a organização busca alcançar a médio e longo prazos. Já o nível Tático define como cada departamento deve trabalhar para que os objetivos sejam alcançados. Enquanto o nível Operacional executa as atividades e com auxílio ferramentas de gestão faz os controles e integração dos dados para que o Tático e Estratégico possam mensurar os resultados e corrigir os desvios.

Os empresários atuam nos níveis Estratégico e Tático, enquanto os empreendedores atuam em sua maioria no nível Operacional.

Como corrigir esta situação no pequeno negócio?

Em uma empresa que já está em operação, primeiro é preciso estabelecer uma rotina com atividades bem definidas e adotar um sistema de gestão (ERP) para integração dos dados. As rotinas devem ter periodicidade diária, semanal, quinzenal, mensal e trimestral. Isso ainda em nível operacional para se ter uma ideia da realidade do negócio.

É importante se ater as expectativas e ter paciência, afinal, o primeiro mês de operação com rotina padronizada é para organizar a casa, no segundo mês deve ser feito um ajuste fino para acertar as categorias, o plano de contas e demais detalhes que sejam relevantes para a operação.

No terceiro mês como já se tem um período para analisar, é hora de entrar em ação o nível tático analisando a estrutura de custo e definindo os pontos de melhoria para o próximo período, é neste momento também que se define os indicadores que serão medidos ao longo do trimestre para certificar que os objetivos foram alcançados.

Uma vez que a rotina é executada com rigor e diariamente os relatórios primordiais como DRE Gerencial e Fluxo de Caixa estão sumariamente atualizados e prontos para serem emitidos e analisados.

Quando bem-feito o DRE, é possível enxergar os quatro pilares da gestão que são os Departamentos Financeiro, Comercial/ MKT, Operação e Pessoas, e de acordo com a média de receita e o consumo de cada departamento é possível estabelecer metas para os quatro seja para melhorar ainda mais o resultado ou para corrigir falhas.

A rotina financeira e a gestão não devem ser separadas, mas trabalhadas em conjunto para que a operação use seus recursos com eficiência para gerar resultados positivo.

 

Gil Soares

Sócio Fundador da INNOVALI®, Especialista em Gestão de Negócio e Terceirização do Financeiro (BPO Financeiro), Empreteco e Palestrante com mais de 10 anos de experiência.

(12) 98808-4919/ 3341-7227

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